terça-feira, 6 de dezembro de 2011

É O NATAL UMA FESTA CRISTÃ?




É O NATAL UMA FESTA CRISTÃ?

A Cyclopédia de M’Clintock e Strong diz no volume 2 página 276:  A festa de Natal nunca foi prescrita por Deus. Não há nada no Novo Testamento, nem em nenhuma outra obra que permita de fixar exatamente o dia do nascimento de Cristo. Segundo Lucas 2:8-11 pastores ficavam de noite nos campos com os seus rebanhos. Ora quem conhece a Palestina sabe quem em Dezembro isso é impossível devido a que as temperaturas são negativas nessa época e, além disso, neva muito também. A The Encyclopedia Americana de 1977 diz no Volume VI página 666: A razão de se festejar o Natal em 25 de dezembro é muito escura, mas acredita-se geralmente que esse dia foi escolhido para coincidir com as festas pagãs que se realizavam por volta do Solstício de Inverno (Hemisfério Norte), quando os dias começam a crescer, para celebrar a renascença do sol. As Saturnais romanas se situavam nesta época e estima-se que certos costumes de Natal têm sua origem nesta antiga celebração pagã. E New Catholic Encyclopédia de 1967 diz no Volume III pág. 656: A data no nascimento de Cristo foi fixada no Solstício de inverno porque nesse dia o sol começa a sua volta para o céu setentrional, os devotos fieis de Mithra celebravam o dies Natalis Solis Invictis (nascença do Sol Invencível) Em 25 de dezembro de 274, Aurélio proclamava o deus-sol como o principal deus protetor do império e lhe dedicou um templo no campo Martius. O Natal nasceu em uma época em que o culto do sol era muito próspero em Roma.
Como vimos as Festas de Natal não têm nenhuma base nas Escrituras. Em 325, no célebre Concílio de Nicéia o Imperador Constantino, o Grande, fundou a Igreja Católica Romana, ele não era cristão, mas sim ferrenho adorador do deus Sol. Nesse Concilio muitas doutrinas e costumes pagãos foram adaptados ao cristianismo, já apóstata. A doutrina da Trindade conhecida como Credo Atanasiano passou a ser a doutrina principal da Igreja Católica, o primeiro dia da semana que era o dia do Sol passou a ser domingo, o dia do Senhor; as Saturnais passaram a ser o Natal, e Easter a festa da fertilidade, com seus coelhos e ovos, passou a ser a páscoa da ressurreição. Ainda falando sobre a festa do Natal, que embora não seja cristã, ela tem o bom lado das coisas. Com o decorrer dos séculos passou a ser a festa da família, ora isso é realmente importante. Quando as famílias se reúnem para uma ou mais refeições, os laços familiares se estreitam, diferenças e desavenças que aconteceram ao longo do ano, são sanadas e perdoadas. Nesta época do ano pessoas e organizações aproveitam as Festas para fazerem o bem aos necessitados. Alimentos e brinquedos são assim distribuídos aos pobres. Embora isso seja, nessa área, apenas uma gota de água no oceano, ao menos já é qualquer coisa. Mesmo muitos políticos participam em tais distribuições, que a maior parte das vezes apenas tem o objetivo de granjear votos.
Aqui há uns anos em Brasília, o senhor José Roberto Arruda, ex-governador do DF, falou que os milhões que recebeu não tinham nada a ver com corrupção, mas eram para uma grande compra de Panetonnes para distribuir aos pobres. Este político é muito cara de pau! Que gosto terá para ele o Panetonne que comerá no Natal? E aqueles outros, caras de pau, que oraram a Deus, depois de participarem da corrupção! Todo o dinheiro que em Brasília passa nas malas, nos malões e até na cueca, se fosse realmente distribuidos aos que são realmente pobres, dariam bem para que estes tivessem umas festas de família realmente felizes. Sabemos que muitos não têm teto nem alimentos para poderem festejar como todo o mundo. Amigo leitor aproveite estas festas para fazer bem sem olhar a quem! E ao longo do ano faça o mesmo!

Victor Alexandre.












O LIVRO ESTRANHA MADRUGADA






ESTRANHA MADRUGADA


O livro Estranha Madrugada de Victor Alexandre Joaquim, editado pela Scortecci narra acontecimentos que mudaram a vida de Francisco Matias. A história empolgante deste homem humilde e reto desfila como num filme.O autor nasceu em Lisboa em 2 de junho de 1944. Sua mãe faleceu quando tinha três anos e meio, e foi educado por seu pai. Este é seu primeiro livro e baseia-se na história da vida de seu primo, desenrolando-se em Peniche, terra de sua mãe. A introdução e o primeiro capítulo tem que ver com a revolução dos cravos de 25 de abril de 1974. O titulo deve-se à Estranha Madrugada de 24 de abril  de 1974, a véspera da revolução!
Caros  amigos que visitam o meu Blog se desejarem adquirir o meu livro Estranha Madrugada podem fazer o pedido à livraria ASABEÇA DE SÃO PAULO, aqui vai o link do site:


Livraria e Loja Virtual Asabeça - ESTRANHA MADRUGADA livro Estranha Madrugada de Victor Alexandre Joaquim, editado pela Scortecci ! www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=3073&kb=288


Agradeço desde já.


Victor

OS NAMORADOS





OS NAMORADOS


Juntinhos e enlaçados
Lá vão esses namorados
A caminho da balada
Animados, sorridentes
Em suma muito contentes
O moço e sua amada.

E essa noite longa vai ser
Está sendo esse o é seu querer
Está sendo esse o seu desejo.
Muita música e dança
A animação avança
E dão o primeiro beijo.

Dançando agarradinhos
Os seus corpos coladinhos
Logo está nascendo a paixão
Falam baixo no ouvido
E aí entra o cupido
Envolvendo-lhes o coração

Está na hora de voltar
A balada vai terminar
Mas não termina seu valor
Juntinhos e enlaçados
Lá vão esses namorados
Trocando juras de amor

Trocando beijos carícias,
Sentem no amor delícias
Se amando de verdade
Enlaçando os corações
São dois seres, duas paixões
Voando p´ra felicidade!

Victor Alexandre












segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DEBUTANTE

DEBUTANTE

Ainda ontem você era neném
Vaidade e orgulho de seu pai.
Mas hoje já poderá ser mãe
E trilhar nesta vida que esvai.

Da infância está saindo
Esta donzela já formosa
Vai sonhando cantando, rindo.
Traz lindo vestido, a vaidosa.

Entrando na adolescência
Pela porta aberta do saber
Vai aprendendo a ciência
Para quando for mãe e mulher.

Hoje na festa dos quinze anos
Muita alegria é de rigor.
Hoje na festa dos quinze anos
Talvez ela encontre o amor.

Menina, donzela formosa
Deixa tuas roupas de criança
Porque em breve noiva serás.
Vestida de branco radiosa
Tendo felicidade e esperança
E diante do altar te postarás.

Teus pais te chamarão feliz.
Tua união será abençoada
Por teu esposo serás honrada
Serás muito amada e querida
Teus filhos te chamarão feliz
Serás feliz para toda a vida.

Victor Alexandre


domingo, 4 de dezembro de 2011

O NATAL DO POBRE


O NATAL DO POBRE

 Lauta mesa, iguarias deliciosas,
Linda árvore de natal iluminada.
Em apartamento ou em bela mansão
Gente rica ou bem pessoas famosas
Celebram Natal com ceia requintada.
Exibindo sua opulência e posição.

Logo ali ao lado, em parca habitação,
Vive família pobre, pai desempregado.
É Natal. A mesa está desguarnecida.
A mãe cozinhou na panela de feijão
Um pouco de carne tinha ganhado
Duma sua vizinha compadecida.

Gente rica, dirigentes desta nação,
Que estão festejando na opulência
Lembrem-se do pobre no dia de Natal.
Do rendimento façam melhor distribuição.
Eliminem deste país a carência.
Olhem que o ser humano é todo igual.

Enquanto nobreza esbanja riqueza
Pobreza nada tendo, tem de se virar,
Às vezes nem tem um teto que a cobre.
Vivendo nas ruas, nem sequer tem mesa.
Nem alimentos para poder cozinhar.
Este, meus Senhores, é o Natal do Pobre.

Victor Alexandre


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SER OU NÃO SER ANALFABETO!




SER OU NÃO SER ANALFABETO!


Sem saber o que a palavra quer dizer,
Eu fui analfabeto de pai e de mãe.
Na cidade diante duma porta, porém,
Vi um escrito pintado na ombreira,
Mas para mim aquilo não era nada.
Entrei e chegou gritando a porteira:
Seu analfabeto você não sabe ler?
O escrito diz, proibida a entrada!

Envergonhado á porteira perguntei:
Então eu não sei ler? Como aprenderei?
Ela me respondeu com benevolência:
Vá numa escola, busque um professor.
Eu fiz da escola meu lugar predileto
Nela lutei aprendi com muito ardor
A ler e a escrever. Enfim a ciência!
Assim deixei de ser um analfabeto.


Hoje sei que analfabeto é também
Aquele que está sabendo ler muito bem
Mas que perdeu o hábito da leitura.
Ele trocou os bons livros pela tela.
Ali até tem jornal e tem novela,
Há filmes de amor, ação e aventura.
Assim não precisando praticar o ler
Ele perderá toda a essência do saber.


O teólogo que nunca lê a Bíblia
Só lendo tradição e filosofia
Mesmo formado em ciência divina
Ele sobre a escritura nada ensina.
O ensino da religião lidera.
Embora pelo crente seja amado,
O autor da escritura o considera,
Como um analfabeto um iletrado.


O escritor que deve seu nome defender,
Usando palavras difíceis de entender
Para entre os ricos se tornar notado,
Para mim pode vir a ser iletrado.
Tem maior valor o escritor popular,
Usando palavras simples e diretas
Que me poderá ajudar a cultivar
Amor pela leitura e pelas letras.


O maior exemplo de analfabetismo
No meio político é encontrado.
Pela sede de poder e egoísmo,
E para dourar seu prestigio pessoal
Alguns políticos nas leis não querem ler.
Especialmente na lei eleitoral.
Sem vergonha o código é violado
Para uma eleição nunca perder.


Eu que agora analfabeto já não sou
O segredo das letras, aprender eu vou.
Muito verso, muita prosa vou escrever.
Será minha maneira de agradecer,
À pessoa que me tirou da escuridão
E que considero como um salvador.
A ele estou dizendo de coração
Muito obrigado meu querido professor!

 Victor Alexandre

ERROU SENHORA PROFESSORA!





ERROU SENHORA PROFESSORA!


Camila Miranda serve como professora numa das escolas administradas por um pequeno município do interior do estado do Rio de Janeiro. Tem trinta e cinco anos e é solteira.  Sempre tem vivido a sua profissão com dedicação e carinho. Ela adora os seus alunos e alunas.
Durante cinco anos lecionou em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Faz agora dez anos que exerce nesta pequena cidade. Habituada a viver na euforia da grande cidade, foi difícil para ela se habituar ao novo ambiente. Com o tempo, porém, se adaptou. Ela reconhece não ser fácil a sua profissão. Tem momentos em que o professor se sente abandonado. Como o Ministério da Educação não dá os apoios tão necessários ao ensino, o corpo docente muitas vezes é obrigado a improvisar para poder instruir suas classes.
Não se tem um programa definido para cada série. O professor ensina segundo aquilo que ele adquiriu ao longo dos anos. Nem sempre os poderes superiores se ocupam da atualização do ensino. Mesmo a Prefeitura tem suprimido certos gastos com a escola. Afirma que é devido à falta de verbas. Até mesmo está reduzindo a merenda escolar. Como a maior parte dos alunos são de condição modesta, ela cadastrou todas as famílias necessitadas na Bolsa-Escola e Bolsa-Família.  A Prefeitura, porém, até á data ainda não encaminhou os processos. A situação na sua classe de quarta série não é das melhores. É neste cenário que durante uma aula surgiu um incidente que a deixou transtornada. Com o coração nas mãos ela conta o sucedido:
- Um dos meus alunos me pergunta porque razão a bandeira nacional é verde e amarela. Eu tento explicar da melhor maneira possível afim de que toda a classe se possa beneficiar. O verde da nossa bandeira representa as maravilhosas matas e florestas que são consideradas como o pulmão da humanidade. O amarelo representa o ouro que o nosso subsolo possuiu e ainda possui. Nisto no fundo da classe a Marília Pimenta levanta a mão. Eu lhe concedi a palavra.
Com a sua voz fina e doce falou:
 - Errou senhora professora! Li um livro na biblioteca municipal que está explicando bem a razão das cores na bandeira do Brasil.
Eu fico de boca aberta, uma menina de onze anos está contradizendo o meu ensino! Eu sei que a Pimentinha é uma menina que lê muito. Lá em casa enquanto os pais e os irmãos mais velhos vêem a televisão ela devora livros. Não livros de quadrinhos ou estórias infantis, mas livros de bons autores. Ela tem já uma excelente cultura geral para a sua idade, mas ousar me contradizer é a primeira vez que o faz.
Aí pedi para ela explicar á classe o que aprendeu nesse tal livro. Com palavras simples de criança ela falou que não lembra o titulo do livro nem o nome do autor. Só sabe que foi escrito por uma senhora cujo nome ela desconhece como sendo escritora. O livro fala sobre a história da independência do Brasil. Conta a maneira como um tal José Bonifácio de Andrada e a Imperatriz Leopoldina de Áustria contribuíram para a independência do país. É aí que fala das cores da bandeira. Dona Leopoldina fazia parte duma nobre família Austríaca a chamada casa de Habsburg cuja cor é o amarelo. Dom Pedro I pertencia á casa real de Bragança a sua bandeira sendo ainda hoje de cor verde. Essa é a razão pela qual a bandeira portuguesa também tem o verde. O circulo interno azul corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889. Cada uma das estrelas representa um estado da federação.  A faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". Este lema foi criado pelo filósofo positivista francês Augusto Comte.
Eu fiquei sem graça porque não tive argumento para contradizer a minha aluna. Sou obrigada a reconhecer que os bons hábitos de leitura dela lhe dão muita sabedoria. Mesmo sendo a professora eu não poderia ter explicado o assunto tão bem como a aluna explicou. A verdade é que desconhecia tal fato histórico o que para mim é imperdoável... Durante todos estes anos lecionando, nunca ouvi falar nisso. Nem alguma vez li algo sobre isso. É verdade que devido á minha paixão pelas novelas na televisão leio muito pouco, é raro pegar um bom livro. Pergunto-me se não estou ficando analfabeta, mesmo sabendo ler, como cantou o poeta. Meditando em tudo aquilo que ouvi da minha aluna cheguei a esta conclusão: Se as cores da bandeira do Brasil se originam das matas e do ouro, então as palavras Ordem e Progresso terão de mudar para: Desordem e Retrocesso. Estas palavras descrevem bem a situação atual da Educação Escolar no Brasil. E o circulo azul em plano inclinado só pode representar as favelas do Rio de Janeiro e do país. As estrelas representam os milhares de crianças vivendo ali e que nunca entraram numa escola. Ah! Já estava esquecendo! Prometi acompanhar a Pimentinha na sua próxima visita á biblioteca municipal. Acho que não só vou ler o tal livro da autora desconhecida como com certeza vou escolher outros. Acho que o conselho literário da minha aluna me será muito útil na escolha dos melhores autores. Prometi também a mim mesma que a partir de agora vou cultivar bons hábitos de leitura.Esta experiência mostra a veracidade do que alguém falou um dia:


A BOA LEITURA ENRIQUECE A ALMA E O ESPÍRITO!
Victor Alexandre