domingo, 29 de janeiro de 2012

O CREPÚSCULO DA NOITE




O CREPÚSCULO DA NOITE

Ah! Já está chegando noitinha
Sessenta anos completados
Terceira idade atingida
Ontem ainda era a tardinha
Rodeado de seres amados
Festejando a minha vida.

Hoje minha noite começa
Noite escura é noite triste
Embora a lua desponte.
Por mais estranho que pareça
Mesmo que um vazio persiste
Ainda há vida defronte.

É longa a noite de inverno,
Mas será curta a noite minha
Logo terminará para mim.
É meu sentimento interno
No além está desfilando
Muito para além da noitinha
Na cova estarei morando

Lá será minha noite sem fim.
Minha curta vida que levei
No fundo não valeu de nada.
Ninguém é eterno eu bem sei
Cova minha  eterna morada.

Autor: Victor Alexandre









sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO


CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO


É Carnaval há desfile na avenida
Entre as várias escolas que vão sambando
A Unidos do Brasil é favorita
Decerto no final vai ficar ganhando.
As cinco alegorias feitas com amor
Chegam á Sapucaí na concentração.
Os componentes cantam de coração
Seu samba enredo com muito ardor:

"Hoje há festa no Brasil
É dia de Carnaval.
A escola de encantos mil
É a Unidos do Brasil
Que promete solucionar o Mal.

Mal na área Habitacional.
Também na Saúde precária.
Na segurança deficiente.
Na educação deficitária.
O emprego sofre o mal.

Meu povo cante de coração
Nesta festa bem brasileira.
Sim meu povo sofrido
Hoje tudo será resolvido
Nesta festa bem brasileira.
Nós vos trazemos a Solução."

As tribunas estão cheias a abarrotar
Nos camarotes individualidades
A mais bela festa acaba de começar.
Os homens esperam ver lindas beldades.
As mulheres esperam encontrar o amor.
E também muito turista estrangeiro
Partilha alegria do brasileiro.
Todo o mundo canta e aplaude com ardor

Vem na frente alegoria Habitação
Representando casas mal construídas
Pobreza além da nossa imaginação.
Criancinhas magras perecendo perdidas.
Seguido da Saúde em alegoria
Mostrando os hospitais caindo em pedaços
Faltam medicamentos e faltam braços.
Diz que não tem dinheiro a Secretaria.

A seguir, lindo carro da Segurança,
Trazendo os policiais mal armados.
Tráfico, poder paralelo avança
Contra os poderes mal organizados.
Está triste a alegoria do Emprego
Este é um dos problemas mais prementes
A maioria desses seus componentes
Está lutando contra o desemprego.

Comissão de frente, alas, bateria,
O mestre-sala e a porta bandeira
Passam para assistência a alegria;
Alegria da maior festa brasileira
O tempo passa, um carro está faltando.
Atenções se voltam para a concentração
Parece que o tal carro que traz a Solução
Sofre problemas e está demorando.

Ali mesmo á entrada da avenida
Carro da Solução não avança, portanto.
A Solução está quebrada e vencida!
O pessoal e todo o Brasil em pranto.
Gritos, lágrimas, correrias, confusão.
Esperança de vencer está perdida!
Como Solução não entra na avenida
O Presidente manda fechar o portão.

Victor Alexandre

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SEPETIBA É MEU AMOR


SEPETIBA É MEU AMOR

A terra aonde eu vim viver
Por seu pôr do sol, famosa,
E por seu coreto antigo,
Seu aniversário vai festejar.
O programa não quero perder.
Apoio esta festa gloriosa.
E você querido amigo?
Conosco venha-se alegrar!

Sepetiba por nós amada
Fica lá bem pertinho do mar
E tem um passado glorioso.
Mas tem ficado abandonada
Por quem não é capaz de amar:
O político ambicioso.

A pública autoridade
Que devia do ambiente cuidar
Ficou ociosa e em torpor,
Por ambição ou por maldade.
Tais atitudes me fazem chorar
Pois Sepetiba é meu amor.

Ela tem tudo para ser amada.
Seus habitantes são amáveis,
Honestos, corteses, afáveis.
Nesta região nos sentimos bem
Sentimos o humano calor
Vemos que ela é abençoada
Nela me sinto feliz também
Pois Sepetiba é meu amor.

VICTOR ALEXANDRE

NOTA: ESTA POESIA FOI ESCRITA DURANTE A FESTA DE 2009!
PORÉM HOJE NAS PRAIAS DE SEPETIBA JÁ SE PODE TOMAR BANHO.
ENFIM, AS AUTORIDADES JÁ FIZERAM ALGO, POR ESTA LINDA REGIÃO!



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

AMADAS, ODIADAS, ELIMINADAS




AMADAS, ODIADAS, ELIMINADAS

Neste mundo cão em que vivemos
Em que a vida não vale mais nada
Ainda será possível amar?
Ainda é possível, sabemos.
A mulher deseja ser amada
E o desejo do homem é amar.

Mas é traiçoeiro o coração
E que engana o ser humano
E vai criar outros sentimentos.
Homem, mulher nesses caminhos vão
Amor em ódio se transformando
E o amar passará maus momentos.

Momentos de ciúme, despeito,
Ódio, ira que cegam a vista
E que deitam o amor a perder.
Quem sofre muito neste respeito?
Não precisa fazer uma lista.
Sofredora é sempre a mulher.

Homem se arvorando em dominador
Mostra sua violência e poder
Esquece que da mulher procedeu
Esquece que dela recebeu amor
Esquece que esse delicado ser
Foi sua mãe e mãe do filho seu.

Yolanda, Eliza, Mercia,
E tantas outras assassinadas
Pelo ser que um dia amaram.
Sofreram malvadezas, covardia,
Ódio, humilhações, desprezadas,
E por fim as assassinaram.

“Yolandas”, “Mércias”, “Elizas”
Cujas vidas foram tiradas,
Cujas vidas foram perdidas,
Por nós jamais serão esquecidas!

Victor alexandre

Nota: esta poesia foi composta em homenagem
A todas as “Yolandas”, “Mércias”, “Elizas”
Que são BARBARAMENTE ASSASSINADAS PELO HOMEM
DIARIAMENTE NESTE PAÍS.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A TOLERÂNCIA




A TOLERÂNCIA

Falando de modo geral
O mundo é intolerante
Isso causa muito mal
Por isso a dor é constante.

A cor da pele não se tolera
Nem a língua estrangeira.
Tolerância é quimera
Há que pôr uma fronteira.

Ó humano insensato
Que estás assim agindo
Tolera teu semelhante.
Rejeita o mal inato
Que em ti está agindo,
Sê amigo, sê tolerante.

A intolerância é um mal
Como o câncer se alastra
Até pode causar guerra.
Tolerância é capital
Que também se alastra
E causará paz na terra.

Ó homem, ama, tolera,
Aceita o outro, perdoa.
Acredita e espera.
Tolerância é coisa boa!

Victor Alexandre




TEREMOS FUTURO?


TEREMOS FUTURO?

Por acaso nos conhecemos
Atração mutua nos envolveu.
Porém, logo, logo soubemos
Que não tem futuro, você e eu.

Nossas vidas nos separam
E o nosso amor fazem sofrer,
Uma armadilha prepararam
Para que nos possamos perder.

Quando nos vemos, nos olhamos
Com muita ternura e carinho.
Desse modo assim ficamos.
Cada, seguindo seu caminho.

Teremos futuro? Eu não sei.
Seremos felizes ainda?
Só Deus sabe, isso eu bem sei.
Sua ajuda seria bem vinda.

Mas seja sempre como ele quer.
“Ó meu Deus que vives na glória,
Tu que és a luz e o amor,
Faz que este homem e mulher
Vivam plenamente seu amor.
Também suas vidas juntando
E para sempre se amando,
Obtendo da vida a vitória!”

Victor Alexandre

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SABE CONJUGAR O VERBO SER POVO?



SABE CONJUGAR O VERBO SER POVO?

Empolgado alguém conjugou no jornal
O verbo ser povo com sabedoria.
Eu sou povo e estou passando mal.
Tu és povo tratado com baixaria.
Ele é povo o pobre negro favelado.
Nós somos povo tendo coração nobre.
Vós sois povo a maioria bem pobre.
Eles não são povo, o clube adulado.

Clube adulado pelo povo eleito,
Que em vez de ser do povo o servidor
Do seu eleitorado tira o proveito,
Exige ser tratado como um senhor.
Por isso eles não podem ser povo, não.
Antes formam um grupo privilegiado.
E os bens do nobre povo têm sugado
Esses vergonhosos parasitas da nação.

Ser povo significa ser explorado
Significa assistência médica não ter
E por nossa justiça ser desprezado.
Ser do povo é injustamente sofrer.
É também ter de pagar impostos demais
É ser vítima de décadas perdidas.
E das imensas promessas não cumpridas.
Ser povo significa ser feliz nunca mais.

Ser povo é seu tempo na fila passar
Esperando por algum atendimento,
Por vezes como demora em chegar
Já tem acontecido falecimento.
Mas isso não comove a autoridade
Primeiro está o papo e o cafezinho
Que espere na fila o zé povinho!
Ser povinho é sofrer com a maldade.

Diz a autoridade mal informada:
A população tem cultura da fila.
No entanto isso é desculpa esfarrapada.
Faz a fila porque não está tranqüila
O atendimento é lento, mal organizado.
A autoridade tem de reconhecer.
Aquele que sofre por pouco dinheiro ter,
Até mesmo nas filas é explorado.

Enquanto os bancos estão prosperando
E começam as campanhas partidárias
O nobre povo vive se arrastando
Sob as enormes cargas tributárias.
Ser povo é ter nascido para pagar
Todos os custos da má administração,
Das campanhas políticas e da corrupção.
É raro o político contas prestar.


Victor Alexandre